3a. Coluna - QUEM TEM COMPETÊNCIA QUE SE ESTABELEÇA!
Publicada no blog NEOCONCRETA - em 21/12/2020 (*)
Que falta faz uma "transição" entre mandatos!
A SENTINELA pede licença aos seus leitores para uma Coluna Extra diante de três importantes fatos ocorridos nos últimos dias, todos relacionados à COVID-19, que merecem a mais profunda atenção da comunidade baependiana.
No julgamento sobre a vacinação obrigatória contra o coronavírus, o Supremo Tribunal Federal reafirmou na última quinta-feira (17) a competência dos Municípios para a adoção de medidas mitigadoras da disseminação da pandemia.
O último Boletim oficial do Município de Baependi, sexta-feira (18), relata 201 (duzentos e um) casos positivos da doença, o que representa um aumento aproximado de 10% (dez por cento) em relação à estatística anterior, veiculada há 5 (cinco) dias.
O Hospital Cônego Monte Raso divulgou também na quinta-feira (17) que a Secretaria Estadual de Saúde, alterando “Plano de Contingência da Grade Hospitalar para enfrentamento da pandemia”, determinara, no dia 11/12, uma redução de leitos nas UTI’s da Instituição, decisão que se buscava reverter com o apoio do Prefeito e Vice eleitos. Uma segunda Nota da mesma Instituição informou que “Esforços conjuntos do Hospital de Baependi e futuros membros do Executivo municipal resultaram na reativação dos leitos de UTI destinados aos atendimentos COVID no município”.
Declinadas as ocorrências, A SENTINELA se opõe energicamente a toda e qualquer exploração política da COVID-19, quanto mais não seja se resultar em prejuízo dos interesses da população.
Ao afirmar que contou com o auxílio dos “novos eleitos” para contornar o problema de contingenciamento de leitos nas suas UTI’s, o Hospital parece sugerir que os atuais Gestores Municipais de Saúde incorreram em improbidade (por omissão), o que exige imediata e rigorosa apuração, na qual se assegure ampla defesa ao Prefeito e Vice para que comprovem, se for o caso, que, no episódio, não se demitiram das competências de que ainda se encontram investidos.
Reconhece-se que o Hospital Cônego Monte Raso é uma instituição filantrópica de excelência com relevantes serviços prestados à sociedade local e região. Por isso, rejeitada a ideia de que haja cooptação ou aparelhamento político da entidade, faz-se imperativo, nos interesses da comunidade usuária, um melhor esclarecimento acerca do concurso dos “novos eleitos” para a “reativação dos leitos de UTI” e no que consistiu esse apoio.
Finalmente, provada que está a ausência de “Transição” entre a atual e futura Administrações, algo que esta Coluna já advertira, entende-se que se os futuros Prefeito e Vice se dispõem, numa antecipação de competências, a prestar efetiva colaboração no controle da pandemia, não só podem, como devem, divulgar as medidas que pretendem adotar no primeiro dia de mandato contra a escalada de contágio da COVID-19. Por que não preparar desde já a população para (novos) dias difíceis, com possibilidade de decretação de lockdown, uma vez que, admitamos, boa parte dos moradores e visitantes continua irresponsavelmente se aglomerando em lojas, praças, bares, pontos turísticos e cachoeiras?
Sim, caro(a) leitor(a), A SENTINELA concorda, se a gestão da saúde em Baependi ainda não “respira por aparelhos”, certamente necessita de uma “vacinação” de transparência.
A SENTINELA

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