quarta-feira, 16 de dezembro de 2020


 

2a. Coluna CONHECER PARA ADMINISTRAR

Publicada no blog NEOCONCRETA - em 16/12/2020

 

Administrar um município como Baependi nunca foi um 

"tirar de letra".  Demorou, mas a "ficha caiu"...

 

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Nesta segunda “Coluna”, A SENTINELA convida-o(a) a uma breve reflexão.

Suponha que por uma dessas contingências da vida irá administrar bens de terceiros ou pertencentes a uma coletividade, a exemplo do que faz um(a) síndico(a) condominial ou um(a) diretor(a) de empresa. Você considera necessário conhecer previamente a situação econômico- financeira do patrimônio que lhe foi confiado para gerir? Julga a sua responsabilidade maior do que se gerisse o próprio patrimônio?

Sob perspectiva da diligência e da responsabilidade, as respostas às duas perguntas serão obrigatoriamente afirmativas, concorda? A SENTINELA está convencido, portanto, de que você, caro(a) leitor(a), também espera que os novos Prefeito, Vice e Vereadores de Baependi conheçam previamente a realidade econômico-financeira do Município que administrarão em seu e nosso interesse. “Conhecer para administrar”, princípio básico de Administração, assume contornos mais rigorosos na “Gestão Pública”.

Ao contrário do que inacreditavelmente se ouviu na campanha eleitoral, administrar um Município não é algo que se “tire de letra”. A complexidade da máquina pública, agravada pela necessidade de se gerirem recursos cada vez mais escassos para o atendimento de necessidades crescentemente infinitas, reclama dos gestores “escolhas difíceis” e o conhecimento de conceitos de governança que se estende de “A” a “Z”, sendo a primeira “letra” desse alfabeto “Accountability” (sistema de controle de resultados e responsabilização de servidores e autoridades faltosos) e a última “Zelo”.

Uma compilação criteriosa de informações e dados acerca do que “herdarão” possibilitará aos futuros Prefeito e Vice a superação do duplo desafio inicial da boa gestão:

a) composição de um Secretariado comprovadamente competente e sobre o qual não paire a menor dúvida de idoneidade (hipótese de ré(u) com variados problemas com a Justiça ou processado(a) por improbidade ou ação análoga);

b) definição e formatação de políticas públicas tidas como urgentes para os primeiros meses de governo.

E que não se diga que Prefeitos e Vereadores recém-empossados de Baependi jamais adotaram tais medidas acautelatórias. Abstraindo-se que afirmação dessa natureza não seria própria de arautos de mudança, convém lembrar que Catão Junior, Redator-Chefe de “A Sentinella”, noticiava na edição de 13 março de 1892 que na sessão de empossamento dos novos eleitos da “Intendência”, que passou a contar com o “Barão de Maciel” à frente do Executivo, houve uma exposição dos “negócios da municipalidade”.

Ao final do evento, diz o periódico, fez-se uma “saudação aos filhos de Baependy”. Não há registro de que algum dos empossados tenha mencionado em seus discursos a “herança maldita” como empecilho para atraso e/ou o não cumprimento de compromissos anteriormente assumidos.

 

 

     A   SENTINELA    

 

 

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