quarta-feira, 2 de junho de 2021

 12a Edição


PRODUTORES E ZONA RURAL 

QUEREM “LIVE ”



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A SENTINELA, coerente com o seu compromisso institucional, não pratica a “crítica pela crítica”. O que se faz e se faz bem no município merece reconhecimento. É o caso das “lives” produzidas pelo Prefeito, Vice e Secretários com o objetivo exclusivo de prestação de contas das ações administrativas realizadas ou em curso. A última delas, do dia 01/06/21, tratou de importantes assuntos de interesse de Baependi e que precisam ser de conhecimento da população com destaque para o alerta sobre o preocupante aumento dos casos de Covid-19 na localidade e cidades circunvizinhas, oportunidade em que se informou ainda o esgotamento de leitos de UTI no Hospital Cônego Monte Raso. Portanto, baependianos, faz-se coro com a exortação para que cooperemos uns com os outros. 

Usem máscara e evitem aglomerações!

Um segundo tema bastante abordado na “live” foi a zona rural, suas estradas e os maquinários recém-adquiridos e por adquirir a fim de repará-las. E é sobre isso que A SENTINELA trata, uma vez mais, em sua Coluna.

Dos 853 municípios existentes no Estado, Baependi conta com 750,554 km² de área territorial, com elevadíssima quilometragem de estradas rurais e bairros fronteiriços com Alagoa, Aiuruoca, Caxambu, Cruzília, Conceição do Rio Verde, Itamonte, Pouso Alto e São Tomé das Letras. Mesmo que a maior parte da população se concentre na área urbana, a zona rural, de extensão geográfica muitíssimo superior, é a que mais se ressente de melhorias e investimentos.

Dados do último recenseamento do IBGE[1] apontam uma série histórica desfavorável no segmento agropecuário do município. A estatística revela uma brusca queda de produção nos últimos 5 (cinco) anos. E isso se deve ao abandono imposto aos moradores e produtores rurais, que desanimam de arar a terra, dela retirar o seu sustento e escoar seus insumos.

Na zona rural faltam estradas, faltam escolas, faltam pontes e mata-burros, falta telefonia móvel, falta polícia, falta orientação ambiental, falta controle dos loteamentos criados nos entornos de cachoeiras, falta, enfim, presença do “poder público”.

A SENTINELA acredita que o resgate da vocação agropecuária de Baependi, com o consequente crescimento do PIB local, ultrapassa o problema das estradas, questão grave, urgente até, mas não a única. Torna-se preciso também evitar o êxodo rural, cujo maior e mais triste exemplo é a ocupação desordenada da “Serrinha”. Como ação estratégica de fixação do nosso “sertanejo” e incremento da atividade agrícola e pastoril, imprescindível que haja a descentralização administrativa com a implantação de subprefeituras nos bairros do Gamarra, Piracicaba, Vale Formoso e Vargem. Nas escolas lá existentes, o Prefeito, Vice e Secretariado poderiam “despachar” fisicamente, ao menos uma vez por mês, conhecendo mais de perto a realidade dos moradores e ouvindo suas sugestões e queixas.

Na “live”, o Vice-Prefeito, em citação livre, disse que “o homem do campo consegue viver sem o homem da cidade, mas este não vive sem o homem do campo”. Não sendo a frase mero exercício de retórica, pode-se concluir, então, que Baependi será administrada do “campo para a cidade” e não o contrário, como lamentavelmente fizeram as Gestões anteriores? Que se preserve o campo para que o produtor rural, essa espécie em extinção, não desapareça. Quem sabe, então, para lá retornarão, animadas, as “maritacas”... 


    A   SENTINELA    

[1] https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/baependi/pesquisa/18/16459?tipo=grafico

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